quinta-feira, 11 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
Jogar, pensar, falar
Qual o seu verbo preferido? Quem pensa demais acaba cansando a mente e os sentidos. Depois falta tempo para fazer e colocar em prática tantas ideias. Não estou falando que pensar é ruim. De jeito nenhum, eu penso bastante e adoro refletir. Só que nada em excesso traz bons resultados. Às vezes é melhor ir devagar, como o álcool, calibrando cada dose, pra não escorregar no tomate. O exercício de pensar ainda é um desafio pra mim. Estou tentando meditar, fazer meu silêncio nas horas turbulentas e respirar mais devagar e consciente. Quero pensar e fazer logo, mas tudo tem seu tempo!
Muita gente, maquiavélica ou não, prefere jogar. Jogar é bom e eu gosto, viu. Na minha infância adorava War, Dama, Xadrez e Banco Imobiliário. Mas os jogos da vida adulta são bem mais complicados e esquisitos. Porque você nem sempre sabe que está jogando. Seus adversários começaram e você, simplesmente, foi junto, se arrastando pelo tabuleiro da vida. As regras não são claras e eles não jogam limpo. Apesar da boa aparência e do sorriso amarelo, você tem que confiar no sujeito pra avançar mais uma casa. E assim vamos tentando jogar, competir e ganhar um jogo que muitas vezes não tem sentido.
Eu penso que falar sempre o que se sente é uma boa jogada. Um jogo sem véus, sem armação e que todo mundo ganha no final. Pra que jogar? Não há prêmio melhor na vida do que uma relação autêntica, de admiração e amor verdadeiro. E pensar e falar é ainda um jogo muito legal e perspicaz porque exige inteligência, delicadeza e muita sabedoria. Coisa que só gente grande tem. Jogar pra ganhar sozinho, seja o que for, nessa fase da vida, já era. No jogo do bem vence quem compartilha e comemora cada vitória, seja a sua ou a do outro.
Muita gente, maquiavélica ou não, prefere jogar. Jogar é bom e eu gosto, viu. Na minha infância adorava War, Dama, Xadrez e Banco Imobiliário. Mas os jogos da vida adulta são bem mais complicados e esquisitos. Porque você nem sempre sabe que está jogando. Seus adversários começaram e você, simplesmente, foi junto, se arrastando pelo tabuleiro da vida. As regras não são claras e eles não jogam limpo. Apesar da boa aparência e do sorriso amarelo, você tem que confiar no sujeito pra avançar mais uma casa. E assim vamos tentando jogar, competir e ganhar um jogo que muitas vezes não tem sentido.
Eu penso que falar sempre o que se sente é uma boa jogada. Um jogo sem véus, sem armação e que todo mundo ganha no final. Pra que jogar? Não há prêmio melhor na vida do que uma relação autêntica, de admiração e amor verdadeiro. E pensar e falar é ainda um jogo muito legal e perspicaz porque exige inteligência, delicadeza e muita sabedoria. Coisa que só gente grande tem. Jogar pra ganhar sozinho, seja o que for, nessa fase da vida, já era. No jogo do bem vence quem compartilha e comemora cada vitória, seja a sua ou a do outro.
terça-feira, 9 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
Mulheres doidas, santas e incríveis
Uma grande escritora brasileira – poetisa, cronista e romancista de mão cheia. Essa é Marta Medeiros, uma mulher que sabe, entende e sente como ninguém o que é ser mulher hoje. Ela é amada pela crítica e por seus leitores. Seus livros fazem um grande sucesso, um deles já virou filme “Divã”, um dos meus preferidos “Doidas e Santas” virou best-seller com mais de 30 mil exemplares vendidos. E suas crônicas semanais nos jornais “O Globo” e “Zero Hora”, de Porto Alegre, nos fazem rir, sorrir diferente e refletir. Iluminam nosso dia.
Marta é uma escritora espelho da mulher contemporânea que fala com propriedade dos nossos dilemas. Seus textos chamam a atenção pela sinceridade e ousadia. Nos identificamos na hora. De leitura fácil, fluída e instantânea, conseguem prender e encantar intensamente. Tocam com profundidade. Sua habilidade de falar sobre os mais diversos assuntos da vida cotidiana, de forma simples e leve, numa linguagem coloquial, inteligente e sensível, é seu maior mérito.
A crônica título “Doidas e Santas” é uma síntese do seu talento:
"Estou no começo do meu desespero/ e só vejo dois caminhos:/ ou viro doida ou santa." São versos de Adélia Prado, retirados do poema "A serenata". Narra a inquietude de uma mulher que imagina que mais cedo ou mais tarde um homem virá arrebatá-la, logo ela que está envelhecendo e está tomada pela indecisão - não sabe como receber um novo amor não dispondo mais de juventude. E encerra: "De que modo vou abrir a janela, se não for doida? Como a fecharei, se não for santa?"
Adélia é uma poeta danada de boa. E perspicaz. Como pode uma mulher buscar uma definição exata para si mesma estando em plena meia-idade, depois de já ter trilhado uma longa estrada onde encontrou alegrias e desilusões, e tendo ainda mais estrada pela frente? Se ela tiver coragem de passar por mais alegrias e desilusões - e a gente sabe como as desilusões devastam - terá que ser meio doida. Se preferir se abster de emoções fortes e apaziguar seu coração, então a santidade é a opção. Eu nem preciso dizer o que penso sobre isso, preciso?
Mas vamos lá. Pra começo de conversa, não acredito que haja uma única mulher no mundo que seja santa. Os marmanjos devem estar de cabelo em pé: como assim, e a minha mãe? Nem ela, caríssimos, nem ela.
Existe mulher cansada, que é outra coisa. Ela deu tanto azar em suas relações, que desanimou. Ela ficou tão sem dinheiro de uns tempos pra cá, que deixou de ter vaidade. Ela perdeu tanto a fé em dias melhores, que passou a se contentar com dias medíocres. Guardou sua loucura em alguma gaveta e nem lembra mais.
Santa mesmo, só Nossa Senhora, mas, cá entre nós, não é uma doideira o modo como ela engravidou? (Não se escandalize, não me mande e-mails, estou brincando.)
Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar "the big one", aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir, às vezes, que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo para o alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar uma cafetina, sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três destas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascinante.
Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra”.
domingo, 7 de março de 2010
Sorte de hoje - Invista em você !
: ) Lamentar aquilo que não temos é desperdiçar aquilo que possuímos.
Reclamar e lamentar por isso ou por aquilo que não temos, além de muito chato é uma perda de tempo e de energia. Melhor é aproveitar aquilo que temos de melhor e explorar como o nosso grande tesouro na vida. O que temos sempre é um reflexo do que somos. Seja especial, invista em você!
Reclamar e lamentar por isso ou por aquilo que não temos, além de muito chato é uma perda de tempo e de energia. Melhor é aproveitar aquilo que temos de melhor e explorar como o nosso grande tesouro na vida. O que temos sempre é um reflexo do que somos. Seja especial, invista em você!
sexta-feira, 5 de março de 2010
O ritmo do tempo
A passagem do tempo é uma coisa normal na vida, ou pelo menos deveria ser. Mas o relógio incomoda muita gente. Talvez porque envolva mudanças, mexa com nossas memórias, vivências e sentimentos. O tempo é uma coisa muito subjetiva e curiosa. Os dias, meses e anos são sempre diferentes, embora possam parecer iguais dentro de uma rotina. Mas nunca você terá um dia como o outro. Há sempre o acaso, o inesperado na esquina. Perceber como passam segundos e minutos é uma experiência individual, que depende do estado emocional e da forma de encarar a vida de cada um.
As experiências adquiridas com o passar dos anos indicam um provável porquê para isso. Ao que parece, a felicidade tem seu próprio ritmo. Quando as batidas do coração estão mais aceleradas essa sensação nos contamina e o “movimento” que traduz “passagem do tempo” na nossa língua cerebral toma conta da mente e do nosso corpo. Sentimos os ponteirinhos rodar como loucos. Quando estamos mais amuados e tristes por algum motivo, as horas parecem se arrastar. O tempo parece carregar todo o peso e pesar que estamos sentindo. Então, ele anda devagar, a passos de tartaruga. E você fica mais agoniado ainda porque este tempo é um peso em sua vida. E aí, o circulo vicioso se instala. Pra parar, só “requebrando” a rotina. Mudando os pensamentos, sentimentos e ações.
O bom mesmo é movimentar a roda da vida com alegria. O mais curioso é que a vida se acelera. Você começa a viver de forma mais rápida, mas não está perdendo tempo. Uma boa rotina tem um bom ritmo e pode ser samba. Se a dança cotidiana te agrada é porque há vários movimentos positivos nela. Você, na verdade, está vivendo intensamente. Mas quando inovamos porque mudamos ou acrescentamos algo bacana em nossa rotina, a percepção é que o tempo passa mais devagar. Por exemplo, uma viagem de férias para aquele lugar dos seus sonhos. Parece que o tempo custa a passar e você curte cada momento com o deleite mais que devido. A explicação talvez seja o diferente e uma tranqüilidade gostosa que podemos chamar de preguiça – um tempo ocioso bem vivido e, portanto, muito produtivo e revigorador. Mas enquanto isso ... o nosso cérebro está trabalhando. Ele não para. Está processando novas informações e registrando tudo o que foge do comum. Parece que, nesta hora, estamos ganhando um plus, um tempo a mais para viver. O balanço das horas - a percepção da passagem da vida - fica mais calma e lenta. O tempo é de pura degustação, de prolongar a experiência, o sabor e o prazer ao máximo.
quinta-feira, 4 de março de 2010
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