quinta-feira, 29 de abril de 2010

Cultura e Arte

                         Pinacoteca do Estado de São Paulo

Ver de perto obras originais de arte tem seu encanto. É um momento de contemplação e de recriação individual. Você não divide esta experiência com ninguém. Na Pinacoteca, as obras de Cândido Portinari tinham uma exposição especial, uma coleção de Castro Maia que foi o seu grande mecenas. Vi obras também dos séculos 19 e 20, uma série de retratos, nus e costumes burgueses. Esculturas de Rodin pelos corredores largos do museu, obras antigas e novas como as pegadas na parede que lembram o grafite. E obras da primeira metade do século 20, de modernistas brasileiros e artistas internacionais. Ver e admirar, ler e olhar prolongadamente. Não deu tempo de ver tudo como eu gostaria, porque São Paulo tem arte em todos os cantos, muitos lugares para conhecer no pouco tempo que tenho por aqui. Mas adorei a Pinacoteca, parada obrigatória das artes!


                            Arte nas pegadas da parede

                                  Arte contemporânea

A esquina do Caetano

             Centro de São Paulo

Este ponto da cidade tem prédios antigos e o famoso cruzamento de duas avenidas imensas - Av. Ipiranga e Av. São João. Quando o Caetano chegou por aqui deve ter sentido o mesmo que eu sinto agora,  um certo deslumbre pela grandeza do lugar e suas formas, é como se fossemos uma formiguinha olhando para os aranha-céus. Sou mineira e a Av. Afonso Pena, a principal de Belo Horizonte, é uma ruinha perto disso aqui. De todo este movimento, de trânsito de carros e de gente pelas ruas fica a imagem de um novo mundo que, para Caetano, nos idos de 1960, devia ser novíssimo, pura modernidade. Mas alguma coisa também acontece no meu coração, quando a cruzo a Ipiranga e a Av. São João.

Ouça Sampa, de Caetano Veloso:

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sampa world

                                                                    Catedral da Sé, São Paulo

São Paulo é um mundo. Esta é a primeira impressão. É tudo muito grande, tridimensional. As ruas são muito largas, muita gente no metrô, andando nas ruas, em qualquer lugar. E gente de todo lugar, de todos países, de todas as cores e raças. Gente que faz você aprender alguma coisa, que te ajuda, que te orienta, que se emociona, gente igual a gente. No primeiro dia aqui, conheci a Alderiva, uma missionária nordestina que já viajou o mundo. Ela me apresentou São Paulo, o metrô, a Sé, a Prefeitura, o Teatro Municipal, todo o centro na região da Praça da República e foi comigo até o MASP, na Av. Paulista, só para me mostrar onde era. Ela foi minha guia.Também acompanhei-a em suas andanças pelo centro e vi como realiza de forma digna sua missão. Alderiva não fala em religião, mas fala de Deus com uma sabedoria além da bíblia. Ela tem Ele consigo, é sua prática diária, ela é um exemplo do que fala, sabe doar-se sem pedir nada em troca, ela faz tudo por amor. Alderiva, foi minha fada madrinha em Sampa. Perdi qualquer medo com ela. Conquistei a cidade e ela me conquistou!



Mistérios

Um amigo perguntou:
aonde andam os mistérios?
Nas estradas do sem fim,
nos contos de cemitério.
Nos jardins da casa azul,
nas contas do meu império.
Nas ladeiras de Olinda, nos
blocos, naqueles bonecos.
Nas sementes lá do Sul,
nas agruras sem remédio.
Num beco, num botequim
aonde você não conhece.


terça-feira, 27 de abril de 2010

A Boba

                                           Anita Malfati - 1916

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Arte de poeta


Fiz versos, fiz rimas,
fiz canções, fiz arte.
Mudei as palavras
contei coisas raras.

Brinquei com o amor,
com a flor, com a dor,
Sonhei com o futuro,
seduzi, fiz mistérios.

Cavalguei na lua,
dormi nas estrelas,
voei para o alto,
senti meu hálito ...

pura embriaguez poética!


quinta-feira, 22 de abril de 2010

São Paulo


Essa cidade tem formas, cores,
sabores de todos os mundos,
de cada continente.
Tem gente bonita, tem pobreza,
tem o verde, tem o sol, o cinza.

Cidade de muita esquina,
de cada pessoa, de muitas gentes.
Olhar sorridente, uns longos,
outros breves, de pura
beleza e esquisofrenia.

Cidade que corrói o tempo,
que mata saudade do que
foi um dia. Conta história,
produz riqueza,
cidade-consumo.