terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mostra Cultura, Arte e Poder


O Cine Humberto Mauro recebe, entre 11 e 17 de fevereiro, a Mostra Cultura, Arte e Poder pela programação Verão Arte Contemporânea 2011.
Com curadoria de Sávio Leite, a mostra trata de semelhanças e especificidades da linguagem audiovisual em filmes que dialogam no eixo da cultura, da arte e do poder. Serão exibidos curtas e longas-metragens de jovens talentos e consagrados diretores cinematográficos brasileiros.

11 SEX

17h Curtas 01

19h Curtas 02

21h Curtas 03


12 SAB

16h Curtas 04 + Retrospectiva Daniel Lisboa

18h Terras

20h Terra deu, terra come


13 DOM

16h Curtas 01

18h Curtas 02

20h Curtas 03


14 SEG

17h Terras

19h Terra deu, terra come

21h Filmefobia


15 TER

17h Encontro com Milton Santos

18h Retrospectiva Éder Santos

20h Filmefobia


16 QUA

17h Curtas 04 + Retrospectiva Daniel Lisboa

19h Retrospectiva Éder Santos

21h Encontro com Milton Santos


17 QUI

17h Curtas 01

19h Curtas 02

21h Curtas 03

MOSTRA CULTURA, ARTE E PODER: ENTRADA FRANCA COM RETIRADA DE INGRESSOS MEIA HORA ANTES DA SESSÃO.

Serviço:

Evento: Mostra Cultura, Arte e Poder

Data: 11 a 17 de fevereiro

Local: Cine Humberto Mauro

Entrada franca

Informações: 31- 32367400

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Cony aos pedaços


Chega às livrarias de todo o país em maio, pela editora LeYa, o livro do jornalista e imortal Carlos Heitor Cony, “Eu, aos pedaços”. A obra reúne crônicas já publicadas sobre a vida pessoal e profissional de Cony.
 
Não são poucos que proclamam Carlos Heitor Cony um poeta do jornalismo. É, também, um grande escritor, intelectual ou boa praça. Mas o próprio personagem de si mesmo é como o início deste parágrafo: Cony tem mesmo qualquer coisa de indefinível.

Em seus textos, ao falar da infância ou de gostos particulares, sugere não dizer tudo. Até parece que gosta de fazer segredo. Mas não. O sentimento, a lembrança, o fato. Está tudo ali. “Grudei na cara várias máscaras, várias caras – e, se não obtive poder e glória, ao menos sobrevivi quieto e no meu canto, fazendo um tipo de Carnaval a meu modo, interior, doído, véspera de cinzas”, escreve.

Ao tratar de assuntos de ordem e progresso, por outro lado, os textos de Cony devem ser lidos com atenção. As palavras são ditas sem censura, mas mesmo assim é possível refletir a respeito dos dizeres claramente escritos. Como quando comentou sobre a instauração da ditadura, escrevendo: “O ato não foi um ato: foi um fato, fato lamentável mas que, justamente por ser um fato, já contém, em si, os germes do antifato que criará o novo fato”.

E assim, depois que se começa a entender a primeira pronúncia, basta acompanhar o desenvolver da trama e se surpreender com suas análises e observações da vida contemporânea. Em alguns, pode até doer. E que doa, em linhas gerais, e tumultue – para o bem ou para o mal – as mentes ainda adormecidas de muita gente.

Figura polêmica no cenário nacional, o escritor muitas vezes esteve no meio de embates, controvérsias, celeumas. O fato é que o jornalista, desde cedo na carreira, impressionou os colegas de profi ssão pela prosa curta e arrebatadora nos temas mais variados, que invariavelmente cutucava a célebre indecisão política dos anos dourados, de chumbo ou de qualquer outro quilate.

Nascido no Rio de Janeiro em 1926, coleciona desde o primeiro romance (O Ventre) títulos e prestígios que o levariam a receber, em 1996, o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. A personalidade irrequieta, contudo, não sossegou mesmo depois de tamanha homenagem. Pelo contrário, as palavras continuam a fluir com naturalidade e estilo.

À sua maneira, Cony, o cronista, o menino e o rebelde se encontram, em fragmentos, em seu livro mais recente, Eu, aos Pedaços, no qual, como o próprio afirma, “não se trata da costumeira edição de ‘100 crônicas escolhidas’ e muito menos das ‘melhores crônicas’ que nunca escrevi”. Os textos selecionados, sem ordem cronológica exata, narram os episódios e os momentos que mais o marcaram: infância, jornalismo, viagens e personagens são resgatados na prosa inquietante do imortal cronista.

Imortal, pois em março de 2000 Carlos Heitor Cony foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Como se suas palavras e episódios que se confundem com a história do país já não fossem suficientes para lhe conferir esse título de rara nobreza.

Fonte: Revista Vida Simples

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Sorte de hoje - Meditar!


“Agora eu vou fazer uma breve pausa para meditar. Eu observo os pensamentos passando na minha mente. São tantos assuntos que surgem, mas procuro criar pensamentos sobre a minha verdadeira natureza. Quem sou eu? Sou uma pequenina estrela brilhando no centro da testa, entre as sobrancelhas. Através desse minúsculo ponto, eu irradio luz ao meu redor. Me sinto diferente do corpo. Me sinto bem. Estou em paz. Há força no meu interior. Há luz no meu exterior. Estou vivo, vibrante, brilhante, divino”.

BK - Brasil

Mistérios da água


Hoje quero nadar,
manhã cheia de sol,
brilho nas águas.

Praia deserta,
nua de corpos,
ando sem pensar.

Areia quente,
corpo molhado,
água salgada.

Conchas e mais
Conchas. Estrelas,
espuma, chuá...

Num vai e vem
de encontros, ondas.

Me entrego de alma,
Um mergulho profundo
e insano ...

Sou áries,
ascendente peixes,
bicho do mar.

Elis Regina - "Vou Deitar e Rolar" - Ensaio - MPB Especial

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

29ª Bienal de São Paulo – Obras Selecionadas



Em janeiro, Belo Horizonte recebe um recorte de uma das mais representativas exposições de arte contemporânea mundial: a 29ª Bienal de São Paulo – Obras Selecionadas. A segunda maior bienal do mundo, que fica atrás apenas da Bienal de Veneza, escolheu os espaços da Fundação Clóvis Salgado em Belo Horizonte para abrir a itinerância da 29ª edição da mostra.

As obras selecionadas para a exposição em BH poderão ser vistas entre os dias 18 de janeiro e 20 de março, no Palácio das Artes e Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. O público irá conferir os trabalhos de nomes como Jean-Luc Godard, Carlos Garaicoa, Gil Vicente, Hélio Oiticica, Lygia Pape e Matheus Rocha Pitta, entre muitos outros. No total, estão expostas cerca de 190 obras de 35 artistas artistas brasileiros e internacionais que discutem a ligação profunda entre arte e política. A curadoria da exposição é de Moacir dos Anjos e Agnaldo Faria.



A 29ª Bienal de São Paulo – Obras Selecionadas é fruto de uma realização conjunta da Fundação Clóvis Salgado e Fundação Bienal de São Paulo, com patrocínio nacional do Banco Itaú e Fiat. A FCS tem ainda o patrocínio local da OI e OI Futuro. A exposição irá ocupar galerias e espaços diversos do Palácio das Artes, como hall de entrada, passeio e Cine Humberto Mauro, além do Centro de Arte Contemporânea e Fotografia da FCS. A entrada é franca em todos os espaços e para a mostra de cinema.

Uma relação histórica

Desde sua abertura, nos anos 70, o Palácio das Artes tem uma filosofia que vai ao encontro do pensamento dos curadores da 29ª Bienal de São Paulo, que ancora seu trabalho na convicção de ser impossível separar arte e política. Nos anos de ferro da ditadura militar brasileira, em 1970, a Casa exipôs, em sua inauguração, a mostra Do Corpo à Terra, que tornou-se um dos principais marcos da cultura em Minas Gerais e do Brasil.

Com curadoria de Frederico de Morais, a exposição teve a presença de vários artistas que também foram selecionados para a 29ª Bienal de São Paulo, como Cildo Meireles, Artur Barrio, Nelson Leirner e Carlos Vergara.

Com a realização desse projeto em 2011, a Fundação Clóvis Salgado cumpre a maior missão que lhe cabe, que é oferecer ao público mineiro uma programação cultural de conteúdo inquestionável e diversificada.

Ação educativa

Para receber cada público da melhor maneira possível e potencializar o seu contato com as obras da exposição, Belo Horizonte vai contar com um serviço educativo cuidadosamente preparado pela 29ª Bienal de São Paulo. O objetivo é difundir a arte contemporânea para seus mais diversos públicos, passando a eles informações detalhadas sobre os trabalhos da 29ª Bienal, favorecendo o diálogo e estimulando as pessoas a construírem e acreditarem nas suas próprias percepções da arte. As informações sobre a ação educativa e o agendamento de atividades devem ser feitas pelos telefones 31 – 3236-7322 ou 31 – 3236-7389.

Serviço:

Evento: Itinerância 29ª Bienal de São Paulo

Data: 18 de janeiro a 20 de março

Horário: terça-feira a sábado de 9h às 21h; domingo de 16h às 21h

Local: Galeria Alberto da Veiga Guignard, Galeria Genesco Murta, Galeria Arlinda Corrêa Lima e no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia

Entrada franca

Informações: (31) 3236-7400

 http://www.29bienal.org.br/

Fonte: Palácio das Artes

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Design ecoeficiente: os objetos que nos ajudam a ter uma vida mais sustentável



Tá certo, a maioria das pessoas (ainda bem!) já se conscientizou de que é preciso viver cada vez mais de forma sustentável, preservar os recursos naturais do planeta e refrear o consumo. Mas como fazer isso na prática, hein? Mudar hábitos não é uma tarefa fácil, mas há ferramentas que podem nos ajudar a adotar uma vida mais ecologicamente correta. E o design está aí para provar isso. De uns anos para cá, os produtos (e até suas embalagens, diga-se) estão ficando mais “verdes”. “Hoje a questão da sustentabilidade já se transformou num requisito. Os objetos precisam ser pensados levando em conta a facilidade para fabricá- los, o baixo impacto ambiental e o uso de materiais renováveis”, diz Cyntia Malaguti, professora de Design e Sustentabilidade do Centro Universitário Senac. “Tudo como forma de diminuir a agressão ao meio ambiente.” Não apenas no conteúdo, mas também na forma de consumir os objetos. Não basta ter um produto feito com material reciclado ou que não polui. “É necessário que o design possa nos incentivar a gastar menos energia, a consumir menos ou a promover o descarte correto de resíduos. A adotar um modo de vida mais sustentável, enfim”, completa Deyan Sudjic, diretor do Museu do Design, em Londres.

Fonte: Revista Vida Simples